Bezerra de Menezes no cinema
A vida do “médico dos pobres” é exibida nas telonas de todo o país. Um espírita como protagonista de um filme brasileiro é um fato inédito na história do cinema
Por Macedo Sarra
A primeira semana de um filme define seu sucesso. Por isso, quando esta revista estava sendo impressa na gráfica, a expectativa estava toda voltada para o dia 29 de agosto, estréia do filme que conta a vida de Bezerra de Menezes. Há quem arrisque dizer, e não se considera um exagero, tratar-se de um momento histórico, a estréia do Bezerra de Menezes: o Diário de Um Espírito, uma produção de aproximadamente 2 milhões de reais!
Estamos diante de algo inédito. Pois Bezerra de Menezes não é um filme repleto de clichês, como os que vêm de Hollywood, inspirados em casos reais envolvendo mediunidade e comunicação com os Espíritos, mas apresentados com cenas de monstros e mortes impossíveis. E ao mesmo tempo em que as platéias já estão cansadas desses exageros, o cinema brasileiro, nos últimos anos tem empolgado contando histórias que nos transportam para dentro da telona.
Foi assim com a trajetória caipira dos Dois Filhos de Francisco; as figuras mitológicas, mazaropianas, de Lisbela e o Prisioneiro; a violência verdadeira e causticante de Cidade de Deus e Carandiru; a história política ainda viva de Quando meus Pais Saíram de Férias; as raízes ingênuas e alarmantes do mundo das drogas, retratadas em Meu Nome não é Johnny. Muita gente já sai de casa programada para ver o cinema nacional e encontra qualidade e requinte das grandes produções, roteiros bem elaborados e, o que talvez seja o mais rico: gente como a gente. O lançamento, trazendo Bezerra como personagem, tem todos esses ingredientes e narra a história de uma personalidade espírita que atuou em vários setores com a mesma ética e testemunho de suas crenças.
A recriação do passado
O filme surpreende em vários aspectos. Foi recriado na cidade de Cachoeira-CE, o cenário árido do sertão no século 19, com seus galhos secos, lampiões, carros de boi e a igreja como centro religioso, cultural e social. (...)
Leia o texto completo na edição 56 da revista Universo Espírita, já nas bancas ou pelo telefone: (11) 3736-0700
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